Kiriku e a Feiticeira

O filme retrata uma lenda africana, em que um recém-nascido superdotado que sabe falar, andar e correr muito rápido se incumbe de salvar a sua aldeia de Karabá, uma feiticeira terrível que deu fim a todos os guerreiros da aldeia, secou a sua fonte d’água e roubou todo o ouro das mulheres. Kiriku é tratado de forma ambígua pelas pessoas de sua aldeia, por ser um bebê, é desprezado pelos mais velhos quando tenta ajudá-los, porém, quando realiza atos heróicos, suas façanhas são muito comemoradas, embora logo em seguida voltem a desprezá-lo. Apenas a sua mãe lhe trata de acordo com sua inteligência.


LA NOIRE DE…

Diouana é senegalesa e emigra para a França, onde deseja trabalhar como babá mas acaba se tornando uma empregada, o que faz com que ela precise reconsiderar toda a sua vida.


Os Deuses Devem Estar Loucos

Uma garrafa de Coca-Cola jogada de um avião fazem os nativos acreditarem que é um presente dos deuses. Mas como isto gera uma série de brigas, eles decidem devolvê-la aos deuses, escolhendo um dos nativos para fazer a devolução.


Touki Bouki

“Paris, Paris”, sussura Joséphine Baker na banda sonora. Através de um belo atalho, a canção introduz o assunto do filme, a estranha dupla atração/repulsa que exerce a “cidade das luzes” sobre a geração africana pós-independências: atração pela capital (as palavras), recusa da assimilação. Os dois protagonistas vivem à margem: em Dakar. Ao sabor da corrente tentam reunir por todos os meios (roubos, prostituição) o dinheiro que lhes permitirá chegar a Paris.


Bamako

Bamako toca em uma profunda questão no que diz respeito aos poderes da ficção e sua relação com o mundo. Grande parte dos filmes engajados trabalha freqüentemente na chave da reação (no sentido nietzschiano do termo), da denúncia das injustiças, na reconstituição de acontecimentos, em toda uma estrutura que geralmente denota a falência da ficção em prol de um verismo desanimador. Nada disso em Abderrahmane Sissako, nada disso em Bamako: vemos aqui uma verdadeira prova de resistência, de confiança nos poderes da ficção não só para chamar a atenção daquilo que impede de viver (a fome, a pobreza, a privatização, a impotência diante dos efeitos da globalização nos países pobres), mas principalmente na vida que existe e persiste ao largo de tudo isso, na beleza de um sorriso ou de um canto que brota mesmo na penúria. Essa vitória funciona tanto no poder da ficção em relação aos problemas do mundo quanto no poder da vida em relação aos poderes que acossam e oprimem o povo africano. Ao fazer um somatório das mazelas que assolam os países da África, Bamako consegue inverter a lógica do tabuleiro e nos dá um verdadeiro testemunho sobre aqueles que teimam em insistir vivendo. Essa operação de subversão é algo que apenas muito poucos conseguem realizar.


Moolaadè

Numa aldeia africana, o costume da mutilação genital feminina, uma operação dolorosa, é temida por todas garotas. Seis delas devem passar pelo ritual num determinado dia. O pavor é tanto que duas afogam-se num poço. As outras quatro buscam a proteção de Collé, uma mulher que não permitiu que a filha fosse mutilada, invocando o “moolaadé” (proteção sagrada). Mas vários homens pressionam o marido de Collé para que retire a proteção, nem que para isso ele tenha de chicoteá-la.


Infância Roubada

Uma noite, após sair ganhador de uma sangrenta briga de bar, Tsotsi (Presley Chweneyagae) rouba um carro. Enquanto acelera pela noite ele ouve um barulho no banco de trás e acaba sofrendo um acidente. Na traseira do carro descobre um bebê. Sem saber o que fazer, leva-o para o gueto de Johanesburgo em que vive. Lá convencerá a jovem mãe Miriam (Terry Pheto) a cuidar de “seu filho”, numa relação que logo provocará mais confrontos.


Mandabi

Ninguém tem emprego, nem arroz para comer, é neste contexto de pobreza no Senegal que Tonton recebe uma ordem de pagamento de seu sobrinho que está em Paris. A história repercute na vizinhança e Tonton passa a ser procurado por vários vizinhos que querem comida ou dinheiro. Enquanto isso Tonton percorre uma saga pelos esquemas de corrupção pra conseguir retirar do dinheiro dos correios.


Ceddo

Em uma nação africana a cultura local é ameaçada pela aproximação do islamismo e do cristianismo. O Rei Demba (Matoura Dia) é convertido ao islã, mas os guerreiros Ceddo se recusam a abandonar suas tradições. Em protesto contra as restrições sofridas e a obrigatoriedade da conversão à nova religião, um Ceddo sequestra Dior Yacine (Tabata Ndiaye), a filha do rei, iniciando uma guerra civil.


Africa Dos Meus Sonhos

Kuki Gallmann (Kim Basinger) é uma bela e exploradora mulher, que teve a coragem de deixar sua confortável mas monótona casa na Itália para partir para as desventuras do continente africano, juntamente com seu marido Paolo (Vincent Pérez) e seu filho Emanuele (Eva Marie Saint). Embora inicialmente tenha medo do incrível poder da natureza e da sensação de liberdade que transmite o território queniano, Kuki logo descobre que viver na África rural não é um conto de fadas. Elefantes selvagens e leões famintos rondam suas terras, tempestades destroem tudo a seu alcance e nativos são morto