Nesta segunda-feira (28), duas alunas no mestrado em Direito Ambiental defenderam suas dissertações na Dom Helder. A primeira delas foi a pesquisadora Ciangeli Clark, que discutiu a educação ambiental no ensino básico analisando projetos interdisciplinares e transdisciplinares desenvolvidos na Escola Estadual Ordem e Progresso, em Belo Horizonte.

Para estruturar a pesquisa, Ciangeli descreve a pedagogia desde o Brasil colônia até o momento atual, perpassando pela escola tradicional, as influências do iluminismo e o movimento da escola nova. Em seguida, narra os principais marcos do Direito Ambiental e da educação ambiental e suas inserções na educação básica, através da adaptação das práxis Freiriana com projetos interdisciplinares e transdisciplinares.

De acordo com a pesquisadora, a metodologia foi desenvolvida no período de 2011 a 2015, parceria entre a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, através do Programa institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, e as escolas públicas mineiras.

“A pesquisa demonstra que é possível, mediante projetos pedagógicos com temáticas ambientais, conscientizar e promover a educação ambiental nas escolas básicas, podendo ser replicadas em outras instituições de ensino. Difundir o conceito que um meio ambiente ecologicamente equilibrado é uma tarefa que concerne a todos os indivíduos”, aponta Ciangeli.

O trabalho foi orientado pelo professor Kiwonghi Bizawu, pró-reitor de pós-graduação da Dom Helder, e avaliado pelos professores João Batista Moreira Pinto, também da Dom Helder, e Ilton Garcia da Costa,  da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).

Energias Renováveis

Já a pesquisadora Denise Sousa Campos discutiu a vulnerabilidade da biodiversidade e as mudanças climáticas, abordando, de maneira específica, os desafios de um manejo sustentável de fontes de energias renováveis no Brasil. “É dever do Estado e de todo cidadão em proteger e tutelar o meio ambiente humano, protegendo-se as gerações presentes sem comprometer as necessidades e capacidades das gerações futuras”, defende Denise.

De acordo com a pesquisadora, o ser humano tem se destacado pela visão antropocêntrica ao explorar de maneira desenfreada os recursos naturais, sem preocupação com a conservação e proteção do meio ambiente na sua biodiversidade e seus ecossistemas.

“Como os bens ofertados pela natureza são esgotáveis e não infinitos, tornam-se imperiosos a proteção e o melhoramento do meio ambiente, visando-se o bem-estar social de todos os povos. A crise ambiental trouxe ao ser humano uma crescente preocupação com o futuro da humanidade e do Planeta Terra que vivencia a ascensão das consequências danosas das mudanças climáticas”, afirma.

Participaram da banca examinadora os professores Kiwonghi Bizawu, orientador do trabalho, André de Paiva Toledo, da Dom Helder, e Ilton Garcia da Costa, UENP.

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