Por Patrícia Almada
Repórter DomTotal

Desenvolver técnicas e ideias de aprimoramento da inteligência artificial, apresentar cases de sucesso e trocar experiência sobre as inovações tecnológicas fizeram parte do ‘Meetup Inteligência Artificial no Direito e na Engenharia de NPLA a Machine Learning’. O evento, promovido na noite desta segunda feira (12) pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE) e pela Dom Helder Escola de Direito, reuniu um profissional do Direito e outro da Engenharia para falar sobre inteligência artificial.

O engenheiro Pablo Drumond falou sobre predileção de sílica em uma planta de beneficiamento de minério de ferro. Já o advogado Roberto Vasconcelos Novaes conversou com os presentes sobre o processamento de linguagem natural e suas aplicações no mundo do Direito.

O evento foi organizado pelo professor e coordenador da informática da Escola da Engenharia de Minas Gerais (EMGE), Cristiano Lacerda Pinto e CEO Sérgio Viegas.

De acordo com Sérgio Viegas, o Meetup foi criado neste ano com objetivo de fomentar o assunto de inteligência artificial. “São eventos itinerantes que vão mudando de locais, público e foco para atender a todos. Quando fiz o convite para o professor Cristiano nos perguntamos? Por que não juntar Direito e Engenharia? A inteligência artificial não é verticalizada? Não é uma coisa só da engenharia. Ela serve para todas as possibilidades”, disse.

Para Sérgio, a Inteligência Artificial tem papel fundamental no direito, visto que a profissão trabalha com documentos, contratos e textos diversos. “Ou seja, várias informações que não estão estruturadas. E, por não ser um campinho de dados e possuir processos, documentos, textos livres, a inteligência artificial lê o texto todo, tira as informações e estrutura essas informações”, explica.

Sérgio disse também que a tendência é que se amplie a aplicação da inteligência artificial. Sendo assim, é preciso que o estudante esteja preparado para tais mudanças. “O aluno pode abrir a mente, tanto no direito como na engenharia. No futuro todas as pessoas serão formadas e todas terão um dia que trabalhar com dados, usando a inteligência artificial”, conclui.