Após os recentes desastres de Mariana e Brumadinho, Minas Gerais aguarda em alerta máximo o rompimento do talude norte da Mina Gongo Soco, em Barão de Cocais, previsto para os próximos dias. Seguindo uma série de recomendações do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a mineradora Vale trabalha, há pelo menos dois meses, na construção de novas barreiras de contenção, retirada de moradores da zona de autosalvamento e sinalização dos locais que podem ser atingidas pela lama, entre outras medidas. “Barão de Cocais é um exemplo do que devemos esperar das empresas. Os protocolos em ação, diante do risco do rompimento da barragem, demonstram uma postura bastante diferenciada em relação ao que testemunhamos anteriormente”, afirma o professor Rômulo Silveira da Rocha Sampaio, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Direito Rio.

Com doutorado em Direito Ambiental pela Pace University e ampla experiência no assunto, Rocha Sampaio é um dos palestrantes do seminário “Compliance e combate à corrupção – Políticas de prevenção a desastres ambientais”, que teve início nesta quinta-feira (23), na Dom Helder Escola de Direito. De acordo com o professor, a implementação de protocolos de compliance poderia ter minimizado os danos ocorridos em Mariana e Brumadinho. “Talvez não fosse possível evitar os acidentes, mas certamente seria capaz de salvar muitas vidas e mitigar os impactos sociais e ambientais”, reforça o professor.

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