Neste mês, estudantes e egressos da Dom Helder, estudantes da EMGE e participantes de outras universidades participaram do Accelerator Day 2019, realizado na sede do Mercado Livre, em Osasco (SP). A atividade foi um dos prêmios pela vitória no Apps DomLab/2018, concurso de ideias para aplicativos promovido pela Dom Helder Escola de Direito, sob a coordenação do Núcleo de Ensino Personalizado (NEP).

Em entrevista, o egresso Rubens Fonseca, da Dom Helder, e os alunos Rodrigo Alvarenga, que cursa Engenharia Civil na EMGE, e Isadora Marques, do Direito Integral da Dom Helder, contam um pouco sobre os aprendizados compartilhados durante o evento e possíveis planos para seguir no empreendedorismo. Confira:

Como foi a experiência no Accelerator Day 2019? Qual debate despertou maior interesse?

Isadora: Participar de um evento incrível agregou muito conhecimento. Todos os debates foram muito interessantes, mas gostei bastante da palestra da Cláudia Backes, que já atuou em startups no Brasil e no Canadá, tendo passado também por multinacionais (SAP e HCL) e agências de publicidade.

Rodrigo: Foi uma experiência gratificante, pois tivemos a oportunidade de desenvolver o modelo de startup através de debates, palestras e interação com outros empreendedores. As palestras tiveram resultado muito positivo, despertando meu interesse e de toda equipe, além de conhecermos as estruturas da Mercado Livre, uma empresa inovadora no seguimento.

Rubens: Foi incrível em todos os sentidos, seja pela temática desenvolvida, pela viagem, pelo ambiente onde fora desenvolvida, por tudo! Sem dúvida, um evento que ficará marcado na minha vida. Os assuntos que mais me interessam, principalmente na implementação de projetos de uma startup, são os relacionados ao real entendimento de propostas de valor e problemas enfrentados. Por isso, as palestras relacionadas ao mercado e ao problema se destacaram à minha ótica, uma vez que não permitem apenas que conheçamos o que fazer, mas também como fazer e, acima de tudo, o que não fazer no início.

O empreendedorismo é uma área que você pretende seguir? De que forma? 

Isadora: A área de empreendedorismo me interessa bastante e acredito que esse tipo de "espírito" se encontra em todas as áreas, por ser inovador e criativo para propor e realizar ideias. Portanto, tenho muito interesse de ter mais conhecimento nessa área.

Rodrigo: Sempre tive um perfil empreendedor. Pretendo me especializar no assunto de startups e implementar alguns projetos que venho desenvolvendo, inclusive, se possível, dar seguimento a proposta vencedora do Apps DomLab.

Rubens: O empreendedorismo é uma mosca que havia me mordido, mas eu tentava remediar a sua infecção, tanto que durante grande parte da graduação me peguei pensando em concursos públicos e uma carreira mais tradicional. Porém, devido a assuntos estudados por fora, além dos cobrados pelo curso, consegui vislumbrar caminhos múltiplos a essa visão limitada ao direito, o que, por sinal, me auxiliou demais durante o projeto. Atualmente, penso em desenvolver projetos na área de auxílio à educação e ao atendimento de usuários no seu dia a dia, dois pontos que vejo cada vez mais sensíveis em nossa sociedade, além de alguns projetos para o ramo jurídico em campos que ainda são inexplorados.

Qual a importância dessa iniciativa da Dom Helder nos dias atuais?

Isadora: Aproximar seus estudantes do mundo real, incentivando e colocando esforços para que as pessoas não fiquem presas em processos antigos, com os indivíduos somente aceitando o mundo em que vivem e realizando suas próprias tarefas. Assim, essa iniciativa representa uma quebra do processo regular de ensino para alcançar um número maior de pessoas conectadas com o presente.

Rodrigo: Essa iniciativa da Dom Helder e EMGE é muito pertinente ao contexto atual, pois incentiva a criatividade dos alunos, aumenta a interação entre os cursos de Direito, Engenharia e Ciência da Computação, desenvolve o espírito empreendedor dos alunos e nos possibilita interagir com as atuais tendências do mercado pelo relacionamento direto com CEOs de startups já consolidadas.

Rubens: A iniciativa da DHC se destaca em um cenário em que vemos cada vez mais enfadonho e, como grande parte dos profissionais do direito diz, extremamente chato. O Direito, como curso, como ciência e como fato presente na vida de todos, deve ser entendido como algo além de jargões, visões e práticas que se mostraram presentes ao longo de muitos anos. A realização de eventos serve para auxiliar à expansão de horizontes, em que não enxergamos exclusivamente a via judicial e, em poucos casos, a legislativa para a solução de problemas. O processo de empreendedorismo e desenvolvimento de habilidades além das acadêmicas ofertadas permite que criemos soluções muito mais presentes na vida das pessoas.

Patrícia Azevedo/Dom Total