Vencedores do TRI-e visitam Haia e conquistam prêmios em simulação internacional

Por Patrícia Azevedo
Repórter Dom Total

Como vencedores da edição de 2017 do Tribunal Internacional Estudantil (TRI-e), os integrantes da equipe da Argélia visitaram, no último mês, a Corte Internacional de Justiça, em Haia, na Holanda. A equipe é formada pelos acadêmicos de Direito da Dom Helder Augusto Jesus e Ana Clara Fernandes e pelas alunas Camila Loureiro, Laís Bitencourt e Luíza Belém, do Colégio Santo Agostinho Contagem.

A estudante Carolinne Ferreira, do 5º período da Dom Helder, foi sorteada no dia da plenária final do TRI-e 2017 e também participou da viagem. Os professores Márcio Luís de Oliveira e Lorena Machado Rogedo Bastianetto acompanharam os alunos e prestaram as devidas orientações. Na visita à Corte, o grupo foi recebido pelo juiz Antônio Augusto Cançado Trindade, patrono do TRI-e.

“Sempre amistoso, o juiz Antônio Augusto nos mostrou diversas salas e corredores do Palácio da Paz. Fomos à sala de deliberações, onde disputas diplomáticas são previamente lidadas pelos juízes, ao salão principal da Corte, ao seu gabinete e outras câmaras, como as destinadas à Corte Permanente de Arbitragem e ao Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia”, conta Augusto.

Para o estudante, viajar para a Holanda superou todas as expectativas. “Além de ser um país extraordinário, onde tudo funciona bem e com dinamicidade, tivemos a honra de poder usar um crachá de visitante na Corte Internacional de Justiça, não facilmente aberta a turistas. Não só a arquitetura do local é fascinante, como também a sensação de estar em um local de onde saem decisões com peso capaz de influenciar todas as pessoas em nosso planeta”, completa Augusto.

Tribunal Simulado

Além de conhecer a Corte Internacional, os alunos apresentaram argumentos e contra-argumentos orais em tribunal internacional simulado promovido pela Universidade de Ciências Aplicadas de Haia. Toda a equipe participou ativamente da preparação, coordenada pela professora Lorena Bastianetto, do Centro de Simulação e Intercâmbio (CSI) da Dom Helder. “Preparamo-nos durante quatro meses para a competição, com aulas semanais, pesquisas, construção dos argumentos e treinamentos. A nossa atuação foi extremamente proveitosa”, avalia Lorena.

Na ocasião, a equipe da Dom Helder disputou com estudantes da Universidade de Haia que já estão no último semestre do curso de Direito e são competidoras permanentemente da instituição.

“A equipe de Haia tem muita experiência nestas competições, além do fato de as estudantes serem especialistas em Direito internacional. No entanto, conseguimos apresentar-nos e trazer argumentos mais consistentes, o que ocasionou na vitória da delegação da Dom Helder e no prêmio de melhor oradora para a estudante Camila Loureiro”, informa a professora.

Durante o período em que estudou no Colégio Santo Agostinho Contagem, Camila construiu uma sólida formação acadêmica, com participações constantes em simulações e atividades extraclasse, destacando-se a vitória no TRI-e e a premiação conquistada em Haia.

“O ápice da viagem foi assistir ao tribunal simulado e perceber a confiança, elegância e aportes teóricos sólidos trazidos pelos alunos da Dom Helder e do Colégio Santo Agostinho Contagem”, afirma a professora Lorena.

TRI-e 2018

As inscrições para o TRI-e 2018 prosseguem até o dia 16 de junho. Nesta edição, o tema em debate é o direito do Estado de se armar face ao princípio da paz universal.

De acordo com o estudante Augusto Jesus, a participação no TRI-e é enriquecedora, abre portas e cria oportunidades para o crescimento pessoal e profissional. “Faz também com que você se aproxime do seu grupo, crie laços e amizades, além de fortalecer o mais importante na competição: o respeito. Com certeza recomendo! Você não precisa ser alguém com foco em uma carreira internacional para participar, mas para aqueles que querem, é uma atividade quase obrigatória”, afirma.

A professora Lorena também encoraja a participação no TRI-e e nas demais simulações promovidas pelo CSI. “São iniciativas que rompem com a estrutura clássica do aluno como ouvinte, como espectador e o coloca em posição de constante protagonista do seu próprio aprendizado, desenvolvendo não só sua capacidade de transmissão de conhecimentos, mas sua inteligência emocional, sua contribuição pessoal para uma equipe com objetivos comuns, propiciando a prática efetiva das capacidades de analisar, avaliar e criar que, a meu ver, são as mais nobres no processo de aprendizagem”, aponta.

Lorena destaca ainda que os prêmios recebidos pela vitória no TRI-e e pela participação no tribunal simulado em Haia foram apenas ‘a feliz consequência de um processo de aprendizagem ativa, tão bem promovido pelas simulações e pela preparação que antecede a elas’. “A Dom Helder, sempre inovadora em ensino 4.0, ensino tecnológico e dinâmico, tem um projeto pioneiro, que envolve e engaja os estudantes em discussões e deliberações teóricas sobre dilemas ambientais e relacionados aos Direitos Humanos”, finaliza.

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Redação Dom Total