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Jesuíta Marcelo Aquino discute desafios do ensino na civilização tecnocientífica




Nesta terça-feira (21), como abertura do segundo dia, tivemos a presença do Dr. Marcelo Fernandes de Aquino, jesuíta e filósofo, para a conferência “Desafios e oportunidades do Ensino na civilização tecnocientífica”, mediada pelo reitor Paulo Stumpf SJ, e com a participação dos professores Anacélia Rocha e Cláudio Soares.

Marcelo apresentou sobre formar cidadãos em tempo de transição e os novos desafios para o Ensino contemporâneo. Ele afirmou que a tecnologia da informação muda o futuro. A revolução científico-tecnológica desencadeou uma mudança cultural, e nós estamos protagonizando uma mudança de época, vivendo um tempo de transição. O filósofo indagou os estudantes presentes sobre os obstáculos que estão no horizonte da comunidade universitária: “Duas palavras são chaves na cultura contemporânea: democracia e República. Olhando para a geração de vocês, jovens, me pergunto quais serão suas contribuições para que a democracia avance no Brasil e para que sejamos realmente um Brasil republicano. Essa é a grande transição que estamos fazendo em nosso país”, disse.

Para o convidado, nós temos que buscar o estabelecimento de uma sociedade livre, socialmente e ambientalmente justa, e igualitariamente próspera. “O Brasil, até hoje, é um país de grandes desigualdades, e uma das desigualdades é a questão da prosperidade. Como transformamos um país próspero com oportunidades para todos nós?”, contou. Em seguida, ele apresentou os avanços do século 20 para o século 21, no âmbito da ciência, tecnologia, sociedade, economia, hierarquia, escolhas e de trabalhadores. 

Marcelo finalizou, dizendo: “Na cultura contemporânea, a questão da tecnociência se tornou um processo de civilização. Somos hoje o resultado de dois séculos de revolução científica e tecnológica. Isso está dando um rumo de humanidade que ainda não sabe para onde vai”, pois estamos vivendo desafios como o problema científico do universo material, da vida, da história humana, do existir humano, da transformação do mundo material pela tecno-ciência, dos costumes, da conduta ética e, finalmente, o sentido do enigma da presença humana no universo. Concluiu com uma dica aos alunos: “Sejam exigentes intelectualmente, não tenham medo de fazer uma caminhada que será dura no início, mas que irá trazer a esperança da nossa sociedade brasileira, numa sociedade mais democrática.”

Logo após, a programação seguiu com o painel “Novos horizontes da Educação: Técnicas e Metodologias”, com os convidados Rogério Babler, Paulo Tomazinho e Bruno Paolinelli, sob a mediação da professora Adriana Camatta. 

Rogério é professor e engenheiro com MBA pela FGV-RJ, e trouxe para discussão o tema “Inovação sob a ótica da neuroliderança”. Nele, contou sobre os impactos das emoções na inovação, como o cérebro humano processa as emoções e o despertar da consciência para inovar. 

Paulo é doutor em Educação pela Uldemar e doutor em Odontologia pela Universidade Positivo, e conversou sobre o tema “Como transformar ensino em aprendizagem”, focando em instrução, interatividade e interação. 

Por fim, Bruno, especialista do Mercado Financeiro e YouTuber, apresentou “Educação Financeira: um case de sucesso”. Ali, contou que “quem ainda insiste no estilo tradicional de ensino, está parado no tempo”. Para ele, deve-se unir a rede social ao mercado financeiro, e trabalhar a educação financeira ao mesmo tempo que a educação acadêmica é fundamental para o futuro. 

Confira aqui a programação que ocorrerá ao longo do dia.

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