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Viviane Mosé analisa o desafio contemporâneo de educar para a vida




O III Congresso do Conhecimento prosseguiu na manhã desta sexta-feira (23) com uma impactante e inspiradora conferência ministrada pela a poeta, filósofa e psicanalista Viviane Mosé. Convidada para falar sobre o desafio contemporâneo de educar para a vida, Viviane abriu os debates comentando a situação de crise enfrentada pelo mundo contemporâneo, especialmente após a pandemia de Covid-19. De acordo com a filósofa, ‘civilização’ é sinônimo de ‘crise’, mas o momento atual tem uma configuração diferente, marcada por três grandes exaustões: a ambiental, a econômica e a humana.

“Vou falar com vocês sobre coisas duras, muito difíceis. Mas diferente de 90% dos pensadores e analistas que pensam o contemporâneo, eu penso o [momento] que estamos vivendo com uma perspectiva favorável. Vou mostrar um quadro terrível, mas o objetivo é abrir portas. Eu vejo uma imensa possibilidade no contemporâneo”, afirmou Mosé.

A filósofa detalhou então cada uma das crises, começando pela ambiental. Abordou pontos como as mudanças climáticas, desastres ambientais e a pandemia de Covid-19. “A crise ambiental é tão grande que se tornou democrática, ela atinge a todos. Mesmo sabendo que preferencialmente, infelizmente, atinge sempre os mais pobres ”, apontou. Ao falar sobre a crise econômica, Viviane classificou a desigualdade social como absurda, nojenta e inconcebível. Discutiu também a indústria do agronegócio e, em contrapartida, a situação de risco alimentar e fome que existe no mundo atual.

“Imagina se todos entendessem que os hipermilionários estão segurando o mundo nas mãos. Imagina se todos nós tivéssemos uma atitude diante deles e falássemos: é vergonha isso que vocês estão fazendo. A gente teria uma inversão. Essa possibilidade está nas nossas mãos”, defendeu Viviane. Por fim, a filósofa trouxe dados alarmantes sobre o suicídio entre crianças e adolescentes, e o aumento dos casos de depressão. Falou também sobre o poder da indústria farmacêutica e sobre como a vida está perdendo valor – pontos que ilustram a crise humana.

“Pessoas tristes são facilmente manipuladas. De verdade, parece absurdo o que eu vou dizer aqui, mas o principal sentido da educação é a alegria. É o afeto. Pessoas alegres e dispostas, que acreditam na vida – elas têm atitude. Elas sabem muito bem onde está o conhecimento que elas precisam. Buscam a faculdade, professores, livros”, disse Viviane. Em meio às reflexões, ela também recitou alguns poemas de sua autoria. A mediadora da conferência foi a professora Helen Almeida, da Dom Helder.

Educação e linguagem

A manhã desta sexta-feira (23) contou também com apresentação do Coral Dom Helder e painel sobre Educação e Linguagem, com a participação de Carlos Fonseca, Juiz do Trabalho, mestre em Direito e professor de Comunicação Jurídica; Roberta Andrade, mestre em Linguística do Discurso; e Roberto Francisco, CEO da Kukac. Como ser relevante num mundo dominado pelas máquinas e recursos de linguagem na era da informação foram alguns dos temas abordados. Confira as fotos!

Patrícia Azevedo | Necom Dom Helder

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