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Consciência Negra: Dom Helder anuncia iniciativas em seminário




A Dom Helder anunciou, na última sexta-feira (18), o lançamento de um movimento de advogados para a defesa dos direitos raciais e combate ao racismo. Anunciou também um programa para ampliar a contratação de professores e funcionários afrodescendentes. As informações foram divulgadas pelo professor Paulo Stumpf SJ, reitor da Dom Helder, durante o II Ciclo de Palestras em Comemoração do Dia da Consciência Negra, promovido por meio do Centro de Estudos Afro-Brasileiros (Afrodom).

Em seu discurso de abertura, o professor Paulo Stumpf SJ lembrou o momento vivido atualmente, de grandes desafios políticos, expectativas e incertezas em função da pandemia de Covid-19, e espantosas violações aos Direitos Humanos. Lembrou também as iniciativas da Dom Helder, já consolidadas, na área de inclusão social, como a concessão de bolsas de estudos. “Mas queremos fazer mais”, ressaltou Stumpf.

De acordo com o reitor, o movimento de advogados para a defesa dos direitos raciais e combate ao racismo atuará acompanhando o Ministério Público nas apurações, denúncias e responsabilizações por crimes raciais. “Infelizmente, nós constatamos que esses crimes vão sendo esquecidos. Nós precisamos reagir. A Dom Helder, inspirada em seu patrono, quer e pode dar essa contribuição”, afirmou. Da mesma forma, ressaltou a importância do programa para ampliar a contratação de afrodescendentes na Dom Helder.

Para a deputada estadual Ana Paula Siqueira, presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, as relevantes iniciativas anunciadas deixam evidentes o compromisso e a importância da Dom Helder para Minas Gerais. “Se todas as instituições tivessem a coragem e o compromisso que a Dom Helder manifesta… Não só em abrir esse espaço para discussão, com o Afrodom, trabalhando ativamente, como com essas iniciativas que eu espero que sejam copiadas estado a fora”, disse Ana Paula. A deputada foi uma das convidadas para o evento e abordou, em sua palestra, a representatividade como chave de transformação social.

O II Ciclo contou também a participação da professora Mariza Rios, da Dom Helder, com palestra sobre comunidades quilombolas e garantias territoriais na América Latina, e do pesquisador Pedro Andrade Matos, que falou por videoconferência diretamente de Cabo Verde. As atividades foram mediadas pela professora Helen Cristina de Almeida Silva.

Coube ao professor Sebastien Kiwonghi Bizawu, coordenador do Afrodom, proferir as palavras de agradecimento e encerramento. “A resistência é uma luta. É a partir da resistência que chegamos à democracia. (…) Queria ressaltar uma coisa do que foi dita – a Dom Helder realmente tem um programa de inclusão muito bonito”, afirmou Kiwonghi.

Confira abaixo vídeo e fotos do evento:

 

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