A professora Juliana Flores realizou um seminário sobre a importância do brincar ao longo da história e sua relevância na atualidade, destacando seu papel fundamental no desenvolvimento humano. Durante a apresentação, foram abordadas as origens dos estudos sobre o brincar, sua evolução como objeto de pesquisa e sua utilização contemporânea em diferentes áreas do conhecimento. A atividade no seminário proporcionou uma visão interdisciplinar sobre o brincar, evidenciando sua importância não apenas na infância, mas também como estratégia de aprendizagem, comunicação e desenvolvimento humano em diferentes contextos profissionais, como a Psicologia, Fonoaudiologia, Direito e Ciência da Computação.
“As nuances do brincar no desenvolvimento infantil trabalhadas neste seminário demonstraram ser essenciais para a formação de habilidades sociais, emocionais, psicológicas e físicas. Além dos benefícios já conhecidos, o brincar também permite trabalhar aspectos complexos, pertinentes à individualidade de cada criança. Desse modo, como futura fonoaudióloga, o conhecimento sobre esse recurso terapêutico se mostra indispensável”, relata Larissa Silva, estudante do curso de Fonoaudiologia.
O encontro também enfatizou o brincar como ocupação ao longo da vida, na infância e como recurso terapêutico, amplamente utilizado por profissionais da saúde para promover o desenvolvimento cognitivo, emocional, psicomotor, social e comunicativo de crianças e adolescentes. Segundo outro estudante de Fonoaudiologia, Rafael Gonçalves Pimentel, “como estudante de psicologia, o seminário me mostrou que o brincar é um dos principais recursos para acessar as crianças”. Outro destaque do seminário foi a reflexão sobre o potencial do brincar na Ciência da Computação, especialmente no desenvolvimento de competências como criatividade, resolução de problemas e trabalho em equipe de forma lúdica.
Além disso, foram discutidas aplicações inovadoras do brincar como ferramenta de aproximação no meio jurídico, favorecendo a escuta qualificada e o acolhimento de crianças em situações de vulnerabilidade. Bárbara Dorneles, estudante do curso de Direito, relatou que percebeu “a importância da formação do indivíduo e o impacto que a atividade tem na integração social e no cumprimento das regras, algo de extrema importância dentro do contexto jurídico. Outro aspecto importante para o Direito é a comunicação, e, a partir do curso, foi possível identificar que a criança, de fato, precisa de uma linguagem mais acessível às suas condições para poder participar do campo jurisdicional”. Matheus Henrique, também do curso de Direito, explicou que compreendeu que “o brincar pode potencializar diversos aspectos de minha área de atuação. Seja diretamente com crianças em demandas de família, ou entender o brincar como definidor de ações e posições humanas, como um todo. Ao final, destaco a importância da interdisciplinaridade dentro do curso de Direito e a necessidade de somar áreas e profissões cujas dimensões jamais conseguiríamos alcançar sozinhos.”
Os alunos tiveram a oportunidade de vivenciar diversas brincadeiras, participar de atividades práticas, observar crianças brincando e refletir sobre a relevância do brincar atualmente. As discussões promoveram uma compreensão ampliada sobre o papel do brincar no desenvolvimento infantil, na promoção da saúde, na aprendizagem e em diferentes contextos profissionais, evidenciando sua importância como ferramenta de interação, expressão e construção do conhecimento. Segundo a professora Juliana Flores, “o brincar é uma eterna construção, por meio dele é possível desenvolver, criar, recriar, aprender, ser livre. Talvez seja uma das únicas ocupações humanas que o ser humano desenvolva sem a necessidade de ensino formal, sendo espontânea e autônoma, que emerge de forma intrínseca e natural na infância. Se uma criança não brinca, há algo que precisa ser investigado.”
Ana Beatriz, estudante do curso de Psicologia, enfatizou que, “como futura psicóloga, entender como uma atividade é uma forma de conhecer, crescer, explorar e expressar muda o jogo em relação a compreender a formação humana. Para além disso, acompanhar e aprender como o brincar pode ser um instrumento para atrair áreas, como Direito e Fonoaudiologia, amplia a visão de interdisciplinaridade e o impacto do brincar na infância. Eu saio do seminário mais atenta, aberta e com muito conhecimento.”















